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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Um cadeirante na sala de aula

O convívio escolar fez Julico se sentir mais a vontade com a agitação das crianças durante o intervalo. É uma hora de aula durante 3 dias na semana. Ele não pode ficar mais tempo na escola porque muito tempo sentado pode lhe causar dores, e o remanejo de posição é algo que fazemos a todo momento. 

A escola que meu filho estuda ainda falta muito pra se tornar um local mais acessível. Com muito esforço e interesse eles conseguiram ajeitar uma pequena sala para atender as crianças com deficiência, já estão comprando alguns equipamentos de informática voltados para a educação inclusiva digital, e isso é um dos pequenos avanços alcançados. Em breve vai ter uma mesa de estudos para encaixar na cadeira de rodas e assim a criança cadeirante poderá fazer suas tarefas escolares.

As escolas, em grande maioria, não possuem adaptações suficientes para trazer mais conforto para quem usa cadeira de rodas, isso ainda é uma luta lenta e sofrida. Com o esforço e dedicação dos gestores escolares é que esse quadro pode vir a mudar. A questão é que quando o Ministério da Educação determinou que as crianças com deficiências fossem para o ensino regular, não preparou as estruturas físicas para acessibilidade e nem capacitou um quantitativo de pessoal para atender com mais qualidade esses alunos. Nossas crianças foram literalmente "jogadas" a disposição das escolas, e estas tiveram que criar adptações ou se adequar de forma provisória para atender, do jeito que desse. 

É a tal da inclusão social das pessoas com deficiência, só para causar uma melhor aparência do nosso país perante o resto do mundo. Se as cidades na maioria não possuem acessibilidade alvará as escolas que tiveram que colocar isso em prática em tão pouco tempo.