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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Caminhando em passos curtos e essenciais

Depois de uns meses sumida, tá, desde abril não postei mais nada por aqui, entrei numa pós-graduação que tomou um pouco do meu tempo e atenção, ainda estou trabalhando em um artigo científico o qual depende minha nota final.

Pois bem, vou falar do meu filho, pra todos ficarem tranquilos meu filho está bem com a graça de Deus. Cada dia ele fica mais esperto e atento a tudo ao seu redor. Inclusive consegue usar o grito para chamar atenção pra si, principalmente quando está longe da gente, ele logo grita pra ficarmos perto dele. Ele não sabe falar palavras, apenas vogais, tipo avó é ó e avô é ô, e mãe é mômô, ele não sabe falar pai porque não convive com o mesmo, mas sabe quem é porque sempre que pode vem visitá-lo.

Notei que sua atenção tem ficado mais seletiva, fica de ouvido atento a qualquer som, tem uma sensibilidade extrema, pois ao ouvir o som de qualquer telefone ou celular ele se encolhe todo, isso ele não tinha antes, mas creio que seja pela audição apurada que possui. Na hora de dormir ele consegue dormir na rede, tem todo um lance de ficar com ele um pouco no colo deitado na rede, depois eu o coloco sozinho e embalo levemente, em questão de minutos ele começa a bocejar e por último dormir, antes disso ele se acostumou a orar junto comigo, eu oro com a minha mão segura na dele, tento ensinar um pouco sobre nosso pai Deus nesse momento.

Quanto a questão motora, ele tem se equilibrado melhor na cadeira de rodas, fica sentado direito, demora pra deixar a cabeça ficar inclinada pra frente, tem vezes que nem uso o paninho pra secar a boquinha, está um rapaz. Acho muito bom ver o desenvolvimento do meu filho, mesmo sendo lento ele tem muita vontade de viver.

Detalhe, ele se integrou um pouco mais na turma da escolhinha que frequenta, todos sentem a falta dele porque ele vai alguns dias na semana. Quando ele chega na sala, todos ficam ao redor, já não tem mais aquela curiosidade de ficar impressionado, gostam de ficar perto, de saber o que ele come, o que ele faz quando não está na escola, enfim perguntam de tudo um pouco. A curiosidade faz quebrar barreiras, essa integração ajuda a criança com deficiência a socializar-se mais com outras crianças, isso é uma construção para ambos os lados, meu filho acaba se acostumando com as crianças e vice-versa, quebrando preconceitos.




Até mais outro post. Abraxos!